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Seu Pereira começou tocando logo trash metal. Do alto dos seus 11 anos de idade, cabelo comprido, quilos de brincos nas orelhas, tocou e compôs durante 5 anos no Xuxus Anarquistas. Ensaio todo domingo, quase uma centena de shows, gravações de “fitas-demo”, uma bela escola. Aos 16 anos conheceu o blues. E a música caipira. E a música andina. Isso aí só podia dar em jazz…

Aos 18 começou com o contrabaixo acústico. Mas ao invés de cair no jazz, conheceu então o arco e a música erudita. Tocou em orquestras jovens de tudo que é tipo, até cansar. E logo no primeiro ano de faculdade, em 1999, conheceu o tango. Seu Pereira tem mais de 14 anos de tango nas costas. Foi integrante da Orquestra Típica De Puro Guapos por 7 anos. E desde que saiu dedica-se ao trio Jogando Tango.

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No meio do caminho conheceu Moacir Santos e dedicou-se a big band Projeto Coisa Fina por 7 anos, em um trabalho em homenagem ao maestro pernanbucano e outros mestres dos sopros do Brasil. Na época, ajudou a formar o coletivo Movimento Elefantes, que reúne até hoje 10 big bands paulistanas.

É bom deixar claro que apesar de filho de bahiano, é a cultura pernambucana quem já tomou a maior parte do tempo de pesquisa de Pereira. Dirigiu Batuntã, Viralatisse e foi um dos fundadores do maracatu Bloco de Pedra em São Paulo.

Voltando ao contrabaixo, foi integrante da Orquestra de Contrabaixos Tropical, com a qual gravou o DVD Carrancas Brasileiras e circulou de São Paulo até a Argentina na turnê Tropikombi. Mais de 6000km de shows e oficinas. Foi onde nasceu o sonho da kombi Zeolina. Isso foi em 2012…

De lá pra cá o músico e permacultor se dedica ao grupo Araticum, que faz música autoral e instrumental. Começou um trabalho de pesquisa da música oriental, afim de saber mais das origens do sangue materno. Foram dois anos de trabalho na Fundação Tarab, tocando e estudando no Ensemble Yaqin.

Agora de bando formado, a idéia de Seu Pereira é tocar e cantar por aí as pérolas encontradas nas suas pesquisas e também novas composições, frutos de todas essas experiências ao longo de sua caminhada. E é só o começo.

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